quarta-feira, 30 de março de 2011

Em busca do bom senso.

Incrível ao assistir os noticiarios de TV, ao ler revistas e site, onde se ver pesquisas com vários anos de estudo que chegam determinada conclusão que da aquela sensação de ‘eu já sabia’, vejamos alguns casos:

Médicos da Faculdade de Medicina de Stanford (Califórnia) começou a seguir 538 pessoas com idades entre 50 que correm várias vezes por semana em 1984, e fez comparações com grupo controle sedentário do mesmo tamanho.

Os pacientes idosos que estão em constante prática durante vários anos sofreu menos deficiências, têm uma vida ativa mais longa e reduzi em 50% seu risco de morrer mais cedo do que aqueles que estão inativos.

Outra,  um psicólogo na Universidade de Sussex, que estudou a capitao-obvio-mestre-do-senso-comumpsicologia de grupo de sobreviventes e testemunhas dos atentados de Londres em 2005. Sua pesquisa mostrou que, em eventos traumáticos, as pessoas sentem uma identidade comum e ajudar uns aos outros. Você pode chamá-lo o espírito Blitz.

Entre diversas coisas que vc encontra midia afora, ou seja um gasto de tempo e dinheiro simplesmente para comprovar o obvio.

Claro que, várias das vezes o senso comum poderia estar errado, e toda a questão da ciência é a confirmar, rejeitar ou quantificar os fenômenos do mundo que nos rodeia.

Como duvidar constantemente até mesmo de suas descobertas, gerando conhecimento através de conhecimento, com uma visão sistêmica e não linear (que é tipico do senso comum). 

Até aí tudo bem, a ciência é o senso comum melhorado, refinado e mensurável.

Mas oque  acontece várias vezes é a rejeição que alguns cientistas veem o senso comum como tradição de bárbaro, uma limitação de nossa cognição. 

Essa visão de imcompatibilidade entre ciencia e senso comum surgiu mais forte com Eistein (mecânica quâtiva  e a teoria da  relatividade) que quebra as pernas  e noção do senso comum. como resultado muitos cientistas passaram a ver o senso comum como um obtáculo para o progresso, não só na física mas também em outras áreas Por outro extremo tem quando a ciencia encontra o senso incomun que por rejeitar o senso comum há uma falta de propósito e longe de ser um problema para uma teoria.

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                           Teoria das cordas: na trigésima cerveja começa a fazer sentido

Mas para não deixar esse post um wall text vamos deixar isso para outro.

Como sempre prefiro o caminho do meio, o bom senso que não especializado, e sim o conhecimento comum e julgado, sem rigor metodológico, somente aquilo que chamamos de sensatez.

BomSensoPub

Originalmente postado no Psicologia no boteco

segunda-feira, 14 de março de 2011

Cordeiro de Deus


Acho que cheguei a uma conclusão muito séria. Esta conclusão é fruto de minha raiva e busca. Busca em vão. Uma procura sem nexo. Uma necessidade malévola de encontrar resposta para as dúvidas da humanidade. Chego a conclusão que o ser, aquele que apelidamos de DEUS, na realidade é uma maldição. Uma maldição que a própria humanidade impôs a si mesma. Uma carência de perfeição imbuída numa intrínseca vontade de Poder; só e simplesmente isso. Uma maldição ridícula. Um medo de ser responsável por seus próprios atos. Uma angústia por não ter a possibilidade e capacidade de sempre está a par do bem, de se fazer o que é certo. Por isso criamos essa idéia chamada DEUS ou deuses, para de certa forma apaziguar nossas frustrações, nossas angústias, nosso medo de errar.

As vezes me pergunto: essa maldição gosta de ver criancinhas mortas? Gosta de ver mães sem o abraço de um filho? Pessoas e mais pessoas doentes em estado terminal? Pessoas sofrendo com doenças longas? Idosos sem o carinho e cuidado do próximo? É a isso que damos o nome de ser perfeito e bom? É a isso que damos o nome de Pai? Eu prefiro chamá-lo de mal.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo tende piedade de nós

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo tende piedade de nós

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo tende piedade de nós

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo traz-nos a paz

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo... tende piedade de mim.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Reflexões acerca de uma vida mais leve.

Hoje algo (não sei o que) me fez lembrar meus negros15 anos, sabe aquela sensação de que todos fazem as coisas melhores que você? Chega a ser frustrante, porra! Sempre tem alguém melhor e parece que nem se esforça tanto.

Lembrei também de como era vida dos nerds no fim do ensino médio que se matavam de estudar e quando tiravam, por revés, a nota que eu almejava e começava a cair em prantos.

Foram nessas duas fases que me vieram certas questões... qual o sentido de toda essa carga em cima dos meu ombros, de muitos outros, e do resto que desvia e alivia essa tensão das mais diversas formas (lícitas ou não).

Percebi que basicamente não só a minha tristeza como a de muitos não se restringia a um único fator, porém a um peculiar; O medo de ser um “fracassado na vida” e não atingir o famigerado “sucesso” .

E em nossa sociedade o que defini se você é um cara de sucesso ou mais um fracassado?



Basicamente é a quantidade de bens materiais que você ostenta.


Então há essa pressão social para que você tire ótimas notas na escola, para entrar em faculdade renomada e um curso promissor para que? Ganhar dinheiro (seja qual for o meios), para quê? Ostentar, para que? Ser aceito em uma sociedade esnobista.


Vivemos hoje quase que uma epidemia desse estresse psicossocial causada pelo medo de não conseguir seu espaço, nesse princípio de escassez e concorrência, onde o seu sucesso será definido não por seu caráter, suas atitudes ou decisões. Mas sim, o seu nível de sucesso será mensurado de acordo com o seu carro, casa, vestimentas, locais onde frequenta e etc.

Ou seja todo essa medo e angustia para que?

Ser só mais um na massa de manobra necessária para a sobrevivência de nosso modelo econômico baseado no consumo excessivo e cíclico? Ser um esteriótipo criado por campanhas de marketing?

-Será que seus objetivos de vida são realmente seus? Ou aquilo que outras pessoas já definiram para você?

-Será que você é você mesmo? Ou aquilo que as pessoas gostariam que você fosse?

-Será que seus pensamentos são seus? Ou aquilo que as pessoas gostariam que você fosse?

É salutar nos avaliar reflexivamente de forma periódica e rigorosa e assim fugir das arbitrariedades das 'paixões' e da moral.

O mais importante não é nem saber que muitas das vezes nosso eu é só um cópia daquilo que esperam de nós, e como atores trocamos mais de papéis que de roupa. Mas ter a vontade de Poder suficiente para seguir aquilo que realmente nós concordamos ou pensamos.


Prosseguindo com a trilha sonora, ficamos mais uma vez com Plebeu Rude.

"Há uma espada sobre a minha cabeça /É uma pressão social que não quer que/ eu me esqueça/ Que tenho que estudar /que eu tenho que trabalhar / que tenho que ser alguém / não posso ser ninguém..."


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Câncer da Alma


Já ouviram falar em câncer da alma? Acho que meu espírito está com essa doença, minha mente dói, eu sinto frio, dor e medo. Sinto também arrependimento por saber que muitas vezes, em minha mente, traio as pessoas que me amam e que confiam em mim. Meus ossos parecem que estão se secando... Já li que é devido a erros. Ultimamente tenho errado muito, errado em minhas escolhas, errado em meus instintos, errado em relação às pessoas que amo. O que posso fazer? Apenas pedir perdão... Mesmo que em silêncio, pois a vergonha do erro, da dor e do medo me cala.


Essa semana eu escutei muito Plebe Rude. Os caras são muito bons. Refleti muito em uma letra, parece que ela tem o que eu chamo "meu progresso de fé". Desde cedo tive uma vida religiosa muito intensa. Aos 12 anos rompi com o que eu acreditava... Infelizmente aos 16 me alienei novamente, sendo que dessa vez entreguei tudo o que eu realmente acreditava, ou sei lá, entreguei realmente o que eu não acreditava. Hoje... Não sei no que creio, acho que creio em mim, em minha família e nas pessoas que eu amo apesar de que...Não acredito mais na humanidade...não creio que a humanidade achará um dia resposta pra seu egoísmo e sua maldade. Não creio mais nos deuses que essa humanidade criou. Acho que esses deuses são apenas o desejo de homens extremamente egoístas e que trazem em seu íntimo o anseio de serem divinos e mandarem em outros de forma super autoritária, o que eles chamam de teocracia. Abaixo vai a letra da Plebe


Quem tem a razão? Um burocrata ou um padre com o evangelho em mãos? Um momento instante então palavras não justificam a ida em vão. Esclarece por favor, o tão temido só acontece com os outros. O que você faria? Justiça é tão bela, se funcionasse só uma vez. A lei não ressuscita, burocratiza o que eu já sei. Eu só sei... Adeus. Quem escutar então? Um delegado ou jurista latório em mãos ou um padre e seu sermão? Um toque divino não é explicação. Esclarece por favor, o que é tão temido só acontece com os outros. Mostre-me então, a ida sem razão. Uma crença ajudaria se amenizasse só uma vez. Se tiver fé for à saída quem sempre teve foi embora de vez. Eu só sei... Adeus. Aceitar ou não?Crença nenhuma justifica a ida em vão. Sua papelada então? Do que adianta tantas folhas sem conclusão. Esclarece por favor, o que é tão temido só acontece com os outros me mostre então, a ida sem razão.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Se eu fosse eu mesmo


Se eu fosse eu mesmo, quem eu seria? Às vezes fico repetindo isso em minha mente. Penso sozinho e nessa solidão percebo que de fato não sou UM, mas muitos em um só. "Eu sou a soma de tudo o que vejo". Sou a influência de todos aqueles que respeito. Mas, o meu verdadeiro Eu é escondido em meu intimo por ter vergonha do olhar do próximo. Queria não sentir essa vergonha. Queria não me importar com o olhar do próximo. Como seria a humanidade se cada um de nós não escondesse os nossos verdadeiros Eu's? Às vezes imagino que a sinceridade nem sempre é boa. As pessoas perecem ter medo da verdade. Pois sabem que mesmo a mentira buscando a velocidade que quiser, a verdade viaja na velocidade da luz. Eu não quero mais mentir pra mim mesmo, pois sei que isso é a pior mentira... E acho que é a que mais machuca e dói...



Sandro Cocco - 06 de Maio de 2008, 17 dias antes de meu aniversário

domingo, 31 de outubro de 2010

Sobre a Vida ou Sobre a Morte

Sonhei que suicidava
Acordei, estava morto.


Ainda sobre a vida:
nascer, crescer (reproduzir)...

... e morrer


- Dá um tédio isso tudo!

:(

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Antonio Nicolas Francisco Behr




Sonho?

Queria ser poeta.

Mas não sei fazer versos.

De poesia sei apenas o necessário:

Ler e admirar.

Mas não me contento.

Transito entre dois mundos:

Um se chama Behr

O outro Chico.

Behr criou uma cidade utópica chamada Braxília.

Antonio um mundo-fantasia.

De críticas em críticas

Alimento minh’alma

E descanso com suas poesias.

E brigo com deus:

Por que não posso ser poeta?

Só posso ser o que você quer?

Minha ira sobe e praguejo:

Larga de ser mané!

Por que não me criastes Antonio Francisco

Ou então Nicolas Behr?!

sábado, 15 de maio de 2010

O Melhor elogio é a imitação


Eu poderia ser um padre ou um dentista. Um arquiteto, um deputado ou jornalista. Eu poderia ser ator e me dar bem. Ser um poeta que escreve versos como ninguém. Eu poderia ser um general da banda. Uma modelo, um herói da propaganda. Eu poderia ser escravo do trabalho. Ser um banqueiro, um estilista do baralho. Eu poderia ser um mágico ilusionista. Um domador, um gigolô, um psicanalista. Eu poderia ser um campeão de golfe. De luta-livre, de xadrez e do que quer que fosse. Eu poderia ser um escritor da moda. De quem se fala muito mal (e ele nem se incomoda). Eu poderia ser um alto funcionário. Um balconista ou um bandido sangüinário. Eu poderia ser um físico nuclear. Um astronauta, um explorador do mar. Eu poderia ser um rei do futebol. Um vagabundo ou um professor de "scol". Eu poderia ser um grande cineasta. Um detetive e ter segredos numa pasta. Eu poderia ser um monge do Nepal. Um jardineiro, um marinheiro, etc e tal. E não há nenhuma outra hipótese que eu não considere, mas o que eu queria mesmo ser é a Cássia Eller.

Essa é uma simples homenagem que Péricles Cavalcante fez para a sua amiga Cássia Eller (ah Cássia! como vc faz falta).

Dizem que o melhor elogio é a imitação.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A mãe de John Lennon


Acredito que por trás de um grande filho sempre há uma grande mãe. John pode ser considerado como um dos maiores homens da terra, pelo menos o que concerne a música. Até hoje inúmeras de suas músicas são cantadas por crianças, jovens e adultos no mundo todo. Um dia, sua vida teve um fim. Um dia, aquele jovem de uma mente brilhante se rendeu ao fim da existência por força do que poderiamos chamar de fanatismo. O que sentiu a mãe do assassino de John Lennon? O que sentiram as mães dos fãs de Lennon?
John perdeu sua mãe no dia 15 de julho de 1958, após um acidente provocado por um policial bêbado. Sua mãe foi a responsável por lhe ensinar a tocar banjo e ukelele. Teria ela uma parcela na genialidade do grande músico líder dos Beatles?

Ps. - Uma simples homenagem as mães dos gênios. Em especial, Lucinha Araújo e Dona Carminha

Ps.2 - Mãe te amo!!!!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

2:44


São duas e quarenta e quatro aproximadamente. Não fiz nada nesse carnaval a não ser tentar escrever minha monografia. Mas, as ideias nao vinham... perdi a sexta-feira, o sábado não resultou em nada, a não ser em arrumar meu quarto. O domingo foi mórbido e chato como sempre. Segunda de carnaval, não posso mais perder tempo... se perder um dia resultará na perda de um ano. Meus planos são outros para daqui a um ano, acho que eles se chamam Mestrado. "Teminei" o primeiro capítulo, já estruturei o segundo... tudo isso ao som da mesma música Elephant Gun, Beirut. O que quer dizer a música? Não sei, não li a tradução ainda. Apenas sei que gosto por causa da melodia e também porque faz parte da trilha sonora da microssérie Capitu.

"Os livros na estante já não têm mais tanta importância, do muito que eu li, do pouco que eu sei, nada me resta..."

domingo, 10 de janeiro de 2010

Um mundo pequeno demais


Esta é a história de um garoto que um dia abandonou sua aldeia e foi para uma terra distante. Lá desfrutou de coisas que nunca imaginara antes. Comeu frutas que seu paladar jamais tinha provado, bebeu de uma água nova que em sua língua parecia ter um gosto diferente de todas as águas que lhe molhou a garganta.

Em sua aldeia o menino vivia compenetrado em seus afazeres diários e nos problemas que estes lhe traziam cotidianamente. Seu mundo era pequeno e fechado em si mesmo e nas circunstancias em que se defrontava. No novo mundo que descobrira, a vida era outra. O mundo era muito maior. E a visão podia abarcar um alcance quase inatingível. Seus ouvidos deram-se ao luxo de expandir seu horizonte musical. E seu paladar não era mais o mesmo, jocoso e mesquinho.

O menino nunca mais quis voltar para sua antiga aldeia. Sua liberdade gozava de um deslumbre sobre o viver humano, que qualquer pensamento de retorno se configurava em uma amargura em sua alma.

Pensando nessa “história” me vem a mente o microcosmo em que estamos inseridos. Chego até a dizer que a aldeia representa de forma real em minha vida a cidade em que moro. Somos tão presos as nossas vidinhas medíocres e inócuas que esquecemos que o mundo é muito maior que nosso quarto. É muito fácil nos limitarmos às idéias bairrísticas de que nossas vidas são todo o “universo” que estamos encerrados. Quando saímos de nossos guetos compreendemos que o mundo é muito maior do que cogitava nossa vã sabedoria. E nos angustiamos. Angustiamos-nos até mesmo com a vida daqueles que se prendem em cavernas e se recusam sair delas.

Percebemos a grandeza das futilidades de certas pessoas que dispensam horas e horas de suas vidas, se é que podemos chamá-las assim, em comunidades de relacionamentos da web, discutindo feitos tolos sobre política, futebol e religião como se fossem donos da verdade.

Até o conceito de verdade já não se apresenta mais o mesmo. Os valores mudam, o respeito pelo outro cresce, a necessidade de saber o que o outro faz de sua própria vida se esvanece, pois a nossa felicidade é muito mais importante. Quem dera pudéssemos entender que o muito é maior que o NOSSO mundinho fechado!

Finalizo com uma frase do mestre Renato Russo:
“Não me diga como devo ser, gosto do jeito que sou. Quem insiste em julgar os outros têm sempre alguma coisa pra esconder”

E fica a dica: se prenda mais em seu muda e nas pessoas que você ama, por que no final... isso é o que importa

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Como um anjo caído, fiz questão de esquecer

Nunca vivi um momento tão bom e tão ruim em minha vida. Uma gama de acontecimentos bons e ruins superlotam minha mente. Hoje a felicidade, ao amanhecer a tristeza... e por fim a felicidade insiste em voltar.

Em meio a isso tudo, vem a sensação de "humanidade" que pousa em mim como um corvo que traz desgraças. Eu sou um ser humano. Eu minto, eu machuco meu semelhante, eu consigo enganar. Posso até mesmo não ser eu mesmo. Eu blasfemo, eu me iro, e na maioria das vezes sou orgulhoso e prepotente. Isso me faz cada vez mais um ser humano por convicção.


Hoje é um dia que costumo celebrar a grandeza da estupidez humana. Um dia que segue a data de morte do poeta Renato Russo. "Só duas coisas podem ser entendidas como infinitas: o universo e a burrice humana, mas não tenho certeza da primeira". Já li isto em algum lugar.

Sabe quando você nao consegue perceber se realmente gosta de alguém? Sabe quando você quer muito a presença de alguém que não está presente, mas quando essa pessoa está presente, ae você não quer mais ela por perto? Sabe quando você tem medo e dívidas sobre seus próprios amigos? Sabe aqueles momentos em que você tem medo quando alguém bate a porta? Estou vivendo tudo isso ao mesmo tempo. E eu sei qual é o responsável por esse medo. É o futuro. Tememos o futuro. Parece que a morte insiste em bater em nossa porta, mas a gente nao percebe os livramentos. Só no dia que a pessoa morre, ae sim, neste dia se entende que "chegou a hora".

Quando chegará a hora exata de toda a humanidade sumir e parar com suas maldades e atrocidades?

Chega, estou sem um mínimo de inspiração.

"Como um anjo caído, fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira"

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Mim e Você


Protegido pela ciência e vindo sem qualquer velocidade à gente se sente melhor ao lado de quem a gente gosta de está ao lado. De conversar, rir, e se perceber a pessoa mais besta do mundo. Sobre relacionamentos? Fica a simples pergunta: como começar de novo se a ferida que sangrou acostumou a me sentir prejudicado? É preciso que nos livremos da vaga idéia de perfeição que só faz estragos. Seres humanos são imperfeitos. Talvez o que fique é a sensação: Eu ainda gosto dela. Mas, ela já não gosta tanto assim. Não há nada mais bonito do que o seu sorriso. O jeito que você arruma seu cabelo procurando aquele efeito que o mundo não quer reparar - Revela tanto!

Ainda que leve o tempo que custou pra que ruíssem as pedras que o império levantou; Mas se você olhar vai ver que tudo está errado porque ao seu lado não existe um lugar para mim... Será mesmo que não existe um lugar para mim? Tomara que não se faça o que tantas outras fizeram, depois de morder me deu um soco e assoprou, depois de comer lavou suas mãos e enxugou. Será que eu não passo de um brinquedo desmontável? Ou apenas um amigo? Mim e Você, Você em mim, diariamente, no pensamento, no msn... e a janelinha teima em não subir. E as pedras que encontramos no caminho... não são apenas pedras... são muito mais, são histórias.

Texto inspirado em coletâneas do mestre Nando Reis. Abaixo segue um de seus mais belos versos:

“Hoje acordei sem lembrar

Se vivi ou se sonhei

Você aqui nesse lugar

Que eu ainda não deixei

Vou ficar?

Quanto tempo vou esperar?

Eu não sei o que vou fazer, não”

sábado, 2 de maio de 2009

A Fábrica de Panelas - terceira parte


Em Algum lugar no tempo e no espaço

Em uma manhã qualquer de algum tempo no futuro Pedro acorda sem vontade de levantar da cama, semelhante a maioria dos garotos de sua idade. Ele sabe que precisa se preparar para ir ao trabalho, é o seu primeiro dia na Fábrica de Panelas. Ao contemplar seu lanche matinal, depara-se com um ovo que sua mãe havia preparado, e pensa consigo mesmo:

- Quão fantástico é um ovo! Como pode o homem deixar de perguntar quem veio primeiro, se foi o ovo ou a galinha?

Esta pergunta tão simples e aparentemente boba, fora esquecida pela maioria das pessoas. Mas pedro sabia que esta pergunta revelava muito mais do que o simples desejo de se descobrir quem veio primeiro, se foi um ovo ou se foi uma galinha, e sim, ela perscruta o ensejo de saber as causas primeiras da existência. As coisas simples da vida não são banais como a maioria dos animais racionais acreditam. Ele mesmo já havia se perguntado várias vezes diante do espelho de onde tinha vindo, por que estava aqui nesse mundo e qual o sentido da vida.

“Acho que por mais sofisticada e tecnológica se torne a humanidade estas perguntas nunca deixarão de serem feitas”, pensava o jovem aspirante a filósofo.

Na ida ao trabalho, seu primeiro dia de trabalho, começava a se ver como alguém responsável. Caminhava lento pelas calçadas e refletia: Por que trabalhar? A resposta imediata aparecia com a seguinte solução: pra ganhar dinheiro. Mas, logo trazia outra pergunta: e pra quê dinheiro? pra gastar! Esse ciclo parecia não fazer muito sentido pra sua cabeça questionativa. Continuava caminhando e observava a criação feita por Deus e a criação feita pelo homem. Achava que o homem criou mais coisas do que o próprio Deus, e acreditava está aí o problema de todos os problemas. Nem sempre se pode ser Deus. Até onde o homem pensava ir com sua sabedoria? Até onde o ser humano pode criar? Qual será o último invento humano? Essas eram suas perguntas prediletas.

De tanto filosofar nem percebeu a distância de sua casa ao trabalho. E logo chegou na recepção. Ao entrar se deparou com uma moça que trabalhava com inforções sobre a empresa. Ao perceber o jovem, ela perguntou:

- Pois não jovem, em que posso ajudá-lo?

Ele respondeu:

- É o meu primeiro dia de trabalho aqui na fábrica. Onde posso encontrar minha sala? É no setor de microchips...

- Ah sim! é o novo estagiário que veio da universidade?

- Sim, sim, é isso.

Pedro começava a gaguejar diante da beleza estonteante daquela garota. Parecia ter sido feita em laboratório. Uma beleza rara, onde se percebia a perfeição de uma obra divina.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

As cores


O que seria da luz e do brilho se não existissem as cores? O que seria dos pintores se não existissem as cores? Bem, na minha opinião acho que seria muito chato um mundo todo em preto e branco.
Justamente no dia em que o palhaço recebe cores... fico ansioso pra chegar o nascer do sol, sim, de um sol bem amarelinho uahuaha. Ansioso por que? De manhã logo cedo na aula das coisinhas mais fofas desse mundo uahuaha, ou seja, na minha turma dos pirralhinhos o 6° ano começaremos a colorir umas telas para uma futura exposição da disciplina História da Arte. O que virá daquelas pequeninas mentes brilhantes???

Só depois poderei relatar, ah, já ia esquecendo, o tema dos quadros que serão pintados é Natureza Morta, uahuaha que coisa macabra professor Sandro, ops, tio Sandro kkkkk

Ps. Olha ae o palhacim como tá ficando bunitinho :)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Um Palhaço do Mal


Nunca fui muito com a cara de palhaços. Não era daquelas crianças que se amarravam ao ouvir alguém dizendo: olha! O Palhaço!!! Acho um tanto triste a figura que o palhaço representa. Ele precisa se pintar e se esconder atrás de um personagem que tem como finalidade fazer outros rirem de seus erros, de suas lambanças, de suas quedas. Eu ficava triste ao ver um palhaço caindo de uma cadeira puxada por seu "amigo". Me questionava: poxa, que amigo faz uma brincadeira dessas? Por que as pessoas em vez de ajudar o cara ou sentir pena, dó, ficam é rindo do coitado?

Uma cena que não esqueço sobre palhaço é quando o Ladrão de Gravata Borboleta do filme "O Pestinha" dá um soco em um pobre e idiota palhaço que tentar fazer uma graça. auhauahua, Dessa vez eu ri.

Ao contrário do palhaço, sempre gostei da figura do coringa. Até mesmo no clássico Batmam ... Eu não torcia pelo morcego uaauhaa, eu torcia pelo Curinga. A figura do coringa é enigmática, solitária, maliciosa e ao mesmo tempo forte. Como diz Jostein Gaarder:

"Meu conselho para todos os que querem se encontrar é continuarem bem onde estão. Do contrário, é grande o risco de se perderem para sempre. Deus está lá no céu e rir das pessoas que não acreditam nele. Se há um Deu, que nos criou, então de uma certa forma somos "artificiais" aos seus olhos. Mas nenhum de nós se pergunta de onde veio.Um curinga é um pequeno bobo da corte; uma figura diferente de todas as outras. Não é nem de paus, nem de ouros, nem de copas e nem de espadas. Não é 8, nem 9, nem Rei e nem Valete. É um caso a parte; uma carta sem relação com outras. Elas está no mesmo monte das outras cartas, mas aquele não é seu lugar. Por isso pode ser separada do monte sem que ninguém sinta falta dele.Como filósofo me acho como uma espécie de curinga: alguém que sempre acredita ver coisas estranhas, que os olhos dos outros não vêem."

Um sonho que eu tenho desde criança é o de fazer uma tattoo, mas meus pais sempre implicaram com isso auhauhauah, achei essa tatto muito louca. Apesar de ser um palhaço e não um coringa.

Ps. Curioso, o dia do palhaço é comemorado no dia 27 de março, dia em que nasceu o poeta Renato Russo. putz, tem nada haver com o texto, mas serve como curiosidade uahauhaua

Ps 2: Se essa tattoo está em minhas costas?? kkkkkkkk deixo como enigma ^^

quinta-feira, 19 de março de 2009

Livros antigos e Panelas (parte 2 da Fábrica de Panelas


Em uma pacata cidade do interior do Brasil, morava um adolescente chamado Pedro Vitor. Ele havia terminado os estudos precocemente. Adorava animes japonês e jogod de computador. Mas, o que ele mais gostava mesmo era ler livros de filosofia ou sobre os filósofos do passado. Dizia ele que ao ler os livros antigos sentia uma nostalgia imensa, como se entendesse que a época dos escritores revelasse um mundo melhor que o seu atual. Ao ingressar na faculdade ganhou uma bolsa para desenvolver seus conhecimentos técnico-científicos em uma filial da Fábrica de Panelas que se instalara em sua cidade.


Ele adorava ler história sobre a década de 1980, pois marcava regressivamente cem anos de seu nascimento. Dizia gostar dessa parte da história devido as bandas de músicas que existiam e que foram esquecidas com o passar do tempo. Gostava de pensar sobre o comportamento dos jovens e adolescentes deste período. Achava-os autênticos. Sentia muito medo do futuro, pois haviam rumores que diziam coisas horríveis sobre os P. I. A.6.8, nome dado ao mais sofisticado robô com inteligência artificial. Mas, que rumores eram esses? O que existia de tão estranho nesse avanço científico que tanto desagradava parte da humanidade? É justamente na fábrica que Pedro inicia suas primeiras perguntas sobre a criação humana e sobre a vida.

quarta-feira, 18 de março de 2009

A Fábrica de Panelas: Mundo estranho e Mecatrônica


Ae galera, não liguem pras minhas loucuras não uahuahaua, esse texto foi o começo de uma novela filosófica que meu professor havia passado pra gente criar uahauhaua, uma novela filosófica é um texto de fácil linguagem mas que contenha uma reflexão específica.


ae vai meu textin ...


Nossa história se passa depois que o homem esqueceu de conviver com o seu semelhante e passou a gastar mais tempo com o computador. O ano é 2096 e tudo que existe é feito em prol do desenvolvimento da nova tecnologia chamada “panela”. Panela é o nome dado a um conjunto de dados armazenados em um chip criado no ano de 2008 e posteriormente desenvolvido pelos cientistas da mecatrônica, ciência que estuda as formas de tecnologias da robótica e da informática.

A ciência havia caído em descrédito. Acredita-se que foi depois da ascenção cultural dos livros de um filósofo alemão conhecido como Nietzsche. Isso quando uma boa parte do mundo percebeu que não tinha mais nada de interessante a fazer e os seres humanos voltaram a pensar, como os antigos homens da Grécia. Quando os fundamentos das ciências surgiram, ela trouxe consigo a idéia de que salvaria o mundo de todos os seus males, o que foi demonstrado não ser verdade, embora ela tenha trazido muita comodidade para a humanidade. O que seria dos casais de namorados sem o celular? O que seria dos adolescentes sem a internet? O que seria das donas de casa sem a Tv digital?

O homem em seu anseio infinito de criar, sempre buscou fazer coisas com o fim de trazer-lhe sossego e diminuir sua labuta. foi com esse foco que ele desenvolveu a clonagem e as primeiras formas de inteligência artificial. Embora, muitos nunca tenham se perguntado: é possível clonar também a alma humana? A alma que habita no corpo de um clone é a mesma que habita seu corpo fonte? Muitos clones foram feitos com o objetivo de uso, por seus “donos”, orgãos ou células para benefício próprio. Mas, até onde vai a decisão humana de brincar com outros seres? É justo fazer nascer um ser vivo para depois matá-lo em seu benefício?

É aqui que entra a história da Fábrica de Panelas. Esse nome foi escolhido depois que a mídia ridicularizou os primeiros projetos que não deram certos. Os primeiros chips criados eram de cor prata, o que também ajudou na alcunha. O esteriótipo das primeiras máquinas IA não agradavam muito o público, principalmente os cientistas europeus, o que levou a imprensa apelidar de panelas os primeiros robôs fabricados. O cientista responsável pelo ponta-pé inicial foi o escocês James Pan Pothole.

O planeta começava a ficar de cabeça pra baixo. As crianças não brincavam mais nas ruas umas com as outras, cada uma tinha seu próprio amigo robô, que apelidavam de tamagushy. As donas de casa podiam ter uma vida livre de afazeres domésticos, pois toda casa tinha seu robô faxineiro, jardineiro, segurança e etc. Tudo era feito por telecomunicações ou comunicação móvel, pela internet ou por algum cabo de fibra óptico. Assim caminhava a humanidade, talvez até para sua própria ruína, talvez.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

As laranjas da Garota


Não é só um lugar na existência que nós temos. Temos um tempo limitado que nos foi atribuído.


Eu não tenho nada contra sombra, delineador ou lápis de sobrancelha. Mas acontece que estamos em um planeta no espaço sideral. E não existe ideia mais maluca do que essa! É uma loucura pensar que o espaço existe. Mas há garotas que, por causa da sombra e do delineador, não consegue enxergar o espaço cósmico. E sem dúvida também há rapazes que, por causa do futebol, são incapazes de ver o horizonte.


Quem não vive agora não vive nunca. O que você está fazendo?


Mas o que é o ser humano? Quanto vale um ser humano? Será que somos apenas poeira que qualquer ventania levanta e espalha? Lá fora, atrás das galáxias, talvez esteja a resposta para a pergunta "o que é o ser humano".
Pode ser que a nossa criação ainda não esteja completa.


O mundo não era um conto de fadas extraordinário e único? Estou falando no tempo em que o ser humano era um ser humano, ou seja, nada mais e nada menos que um íntegro e soberbo ser humano. Naquele tempo o mundo era uma aventura fascinante.


O que você escolheria se um poder superior lhe desse a possibilidade de escolher? Você teria optado por uma vida nesta Terra, breve ou longa, dentro de cem mil ou cem milhões de anos? Ou teria se recusado a participar deste jogo por não poder aceitar as regras?
Qual seria sua decisão se você tivesse a possibilidade de escolher? Optaria por uma vida breve aqui na Terra, para depois de poucos anos separar-se de tudo e nunca mais voltar? Ou diria " não, obrigado!"? Você só tem essas alternativas. É a regra. Se optar pela vida, também está optando pela morte.


Dar a vida a uma criancinha não significa apenas lhe dar o mundo de presente. Também significa um dia tomar dela esse presente inconcebível.


Posso mesmo ter certeza que não há outra existência depois desta? Posso ficar convencido que não estarei em algum lugar quando você ler este texto? Não, certeza absoluta eu não posso ter. Pois se o mundo existe, todos os limites da improbabilidade já foram ultrapassados. Mas o sonho do improvável tem nome. Chama-se "esperança".


A gente vem uma única vez a este mundo. Nós não passamos senão um breve momento aqui. A vida é curta para todos os que conseguem entender que, um dia, o mundo chegará definitivamente ao fim. Mas, nem todos entendem o que significa, de fato, um dia partir para sempre, para toda a eternidade. Existe tanta coisa que dificulta essa percepção, hora a hora, minuto a minuto.

O brevíssimo momento que me é dado viver neste mundo é minúsculo em comparação com a eternidade em termos de tempo anterior e posterior. Mesmo sabendo que uma coisa era uma delícia maravilhosa, eu me recusaria delicadamente a degustá-la se o pouquinho que me deixassem provar não pesasse mais que um miligrama.


A vida é uma loteria gigantesca, na qual só os números vencedores são visíveis. Você que está lendo este blog é um número vencedor. Sorte sua!!!


Textos extraídos do livro A Garota das Laranjas de Jostein Gaarder
Sugestão de Leitura ^^

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Paradoxo entre o certo e errado

Até onde podemor procurar uma ética onde a escolha que tomamos se nos apresente sempre como a escolha certa? É tão difícil viver assim... sabendo que nossas escolhas resultarão em alguam consequencia que nem mesmo planejamos :(



Será que é tão simples apenas viver sem se perguntar o por que de estarmos vivos? Será que é pecado questionar a existência de um Deus normativo? Por que tantas leis? Pra quê tantos codigos? De que lado você está? Quais são suas armas? Eu acho que estou do lado do bem...
com a luz e com os anjos



O traço que separa (Plebe Rude)
"Sem teoria, sem razão. Agindo apenas por intuição. Por vontade própria sigo em frente. Caminhando sem objetivo passo rente.


Entre dois pontos: a linha reta. Sem ajuda, nem motivação; superando as imposições. Uma voz interna persistente me faz continuar sempre em frente. Entre dois pontos: a linha reta. O traço que separa a menor distância sempre foi a linha reta. Traços que se cruzam, espirais que circulam, me tiram da linha reta.


Durma agora, sonhe tranqüilo. Tente achar algum sentido. Vá seguir a linha reta, sem garantir que é a certa, parece tão simples...


Qual é a força e inspiração? De onde vem tanta determinação? Quando caio me levanto sempre bem mais forte sigo em frente. Entre dois pontos: a linha reta. O traço que separa a menor distância sempre foi a linha reta. Traços que se cruzam, espirais que circulam, me tiram da linha reta.


O paradoxo entre o certo e errado. Escolha as armas e o seu lado. Vá seguir a linha reta, é só querer e será a certa...
parece tão simples..."